Exclusivo: Sheilla Castro vai jogar na liga americana

A informação sobre a contratação de Sheilla foi confirmada por uma fonte ligada à Athletes Unlimited (Foto: Divulgação/FIVB)

 

Por Sidrônio Henrique
18 de agosto de 2020

 

Um dos maiores nomes da história do vôlei mundial, a oposta Sheilla Castro, bicampeã olímpica (Pequim-2008 e Londres-2012), vai emprestar seu prestígio à futura liga dos Estados Unidos, com a primeira temporada marcada para o período de 26 de fevereiro a 4 de abril de 2021. A informação sobre a contratação de Sheilla foi confirmada ao Saque Viagem por uma fonte ligada à Athletes Unlimited (AU), organização responsável pela competição. Consultado pelo site, o agente da atleta disse apenas que “não comenta negociações”. A oposta de 37 anos e 1,85m deve ser anunciada até o fim desta semana pela AU.

A liga, por enquanto apenas de vôlei feminino, já tem confirmadas as presenças de importantes jogadoras locais como a ponteira Jordan Larson e a oposta Karsta Lowe. Esta última foi bronze com a seleção americana na Rio-2016, enquanto Larson, capitã da equipe, além de participar da campanha no Rio de Janeiro, foi também prata em Londres-2012 e campeã mundial em 2014. Outro nome é o da ponta Deja McClendon, que teve passagem pelo Itambé/Minas na temporada 2019/20, mas foi dispensada durante o returno. Inicialmente anunciada, a central Foluke Akinradewo não consta entre as registradas para a liga até aqui. A ponta porto-riquenha Áurea Cruz está inscrita. Várias americanas com passagens por seleções B também jogarão na liga.

 

Jordan Larson é um dos nomes fortes para popularizar a nova liga dos EUA (Foto: Divulgação/FIVB)

 

RETORNO
Na temporada passada, Sheilla defendeu a camisa do Minas e voltou à seleção brasileira, tendo disputado o Campeonato Sul-Americano e a Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (17), em suas redes sociais, ela comunicou que não jogaria pelo Itambé/Minas em 2020/21. Sheilla havia ficado três anos longe das quadras, após dar à luz gêmeas.

“Agradeço ao Minas todo apoio, agradeço por ter acreditado e investido na minha volta. E fico feliz de termos conquistado um de nossos objetivos na última temporada, que foi o Sul-Americano. Infelizmente, a Superliga teve que ser interrompida e o não conseguimos brigar pelo segundo objetivo”, comentou a bicampeã olímpica.

A oposta é um dos nomes que o técnico da seleção, José Roberto Guimarães, mantém em mente como opção para a Olimpíada de Tóquio, em 2021. Zé Roberto já afirmou algumas vezes que outra oposta, Tandara, compõe o tripé no qual o time se apoia (os outros nomes são os das ponteiras Gabi e Natália), mas Sheilla surge como candidata a vaga de reserva, numa corrida que inclui ainda jogadoras como Lorenne e Rosamaria, entre outras.

 

Sheilla usou as redes sociais para se despedir do Minas Tênis Clube (Foto: Reprodução/Instagram)

 

LIGA AMERICANA
Todos as 30 partidas da edição inaugural da liga americana serão realizadas no mesmo ginásio, na cidade de Nashville, estado do Tennessee. Como ainda faltam seis meses, não há definição sobre a presença do público, uma vez que a pandemia de coronavírus tem justamente nos EUA seu cenário mais grave – até o fechamento desta matéria, havia 5,6 milhões de casos confirmados e quase 175 mil mortos.

Apesar da empolgação que a notícia de uma liga americana gerou entre os fãs e a imprensa especializada, esta não é a primeira tentativa de fazer o voleibol decolar nos EUA. Já são mais de uma dezena. A mais bem sucedida até agora foi justamente a primeira, que era mista (com duas mulheres fixas no fundo de quadra), tinha transmissões pela TV, a presença de estrelas da música e do cinema entre o público nos primeiros anos e vários brasileiros em quadra (todos homens). Era a International Volleyball Association (IVA), que durou de 1975 a 1980. De lá pra cá, novas tentativas, todas mais discretas, quase sempre em apenas um dos naipes.

A Athletes Unlimited tem para a competição o apoio da USA Volleyball, órgão que administra a modalidade naquele país. Na condição de organizadora, a AU vem negociando com a TV espaço para a exibição das partidas. Por enquanto, a Athletes Unlimited mantém o foco no esporte feminino – o vôlei é a segunda modalidade na qual investem, depois do softbol –, mas consideram a possibilidade de investir numa liga masculina de vôlei nos próximos anos. O lacrosse feminino é o próximo da lista.

 

 

FORMATO
A primeira edição da liga feminina terá quatro equipes com 12 jogadoras, com a disputa naquele período de 26 de fevereiro a 4 de abril. Nessas cinco semanas, as atletas farão um rodízio, trocando de equipes, um formato conhecido em competições de vôlei de praia (Rei e Rainha da Praia) e também utilizado em torneios amadores de basquete, por exemplo.

O objetivo dos organizadores é que, em vez dos times, o público valorize as estrelas. A AU acredita que assim poderá tornar o voleibol mais popular entre os americanos. A modalidade só ganha mais visibilidade na mídia dos EUA durante os Jogos Olímpicos, período em que divide a atenção com outros esportes.

 

 

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