Natália e Gabi estão fora do Sul-Americano

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Natália e Gabi estão sendo preservadas pela comissão técnica do Brasil (Foto: Divulgação/FIVB)

 

Por Vanessa Kiyan
22 de agosto de 2019

 

Por superstição, José Roberto Guimarães não gosta de liberar a convocação da seleção feminina com antecedência. O tricampeão olímpico prefere esperar até a data limite para divulgar os nomes que vão defender o Brasil nas competições internacionais.

“Nunco libero (os nomes antes) porque eu sou supersticioso, assim como eu não gosto de dar a armação (do time que vai jogar), eu só dou quando vira, porque se machuca uma jogadora eu não posso trocar. Se eu te dou a formação e machuca uma jogadora, aí preciso te falar: ‘Vanessa, vamos ter que trocar uma jogadora…’”

Porém, para o Campeonato Sul-Americano, a ser disputado no Peru a partir do dia 28, o treinador já adiantou que a equipe terá desfalques importantes. “Gabi e Natália não vão para o Sul-Americano. Eu não sei nem se a Tandara vai. A Gabi deve voltar para a Copa do Mundo. Já a Natália e Tandara… Vamos ver como vão reagir.”

Gabi, de acordo com o tricampeão olímpico, foi muito exigida na temporada e precisa ser preservada. Já Natália vem de recuperação de uma lesão muscular na panturrilha esquerda, sofrida na decisão da Liga das Nações. Por causa do trabalho de recuperação, a ponteira jogou poucos minutos do Pré-Olímpico no início do mês.

 

TIME DEFINIDO
Sem revelar a equipe que estará na disputa continental em Cajamarca (PER), Zé Roberto explica que, “praticamente, o time todo está definido. Só falta um ou outro ajuste”. Deve prevalecer, porém, a formação que venceu os dois amistosos contra o time C da Argentina, no início da semana, na Arena Suzano, no interior paulista.

Macris, Roberta, Sheilla, Lorenne, Amanda, Drussyla, Gabi Cândido, Mara, Bia, Carol, Camila Brait e Léia foram as jogadoras utilizadas pelo treinador. A capitã Fabiana, que teve diagnosticada uma inflamação na fáscia plantar do pé direito após o primeiro amistoso, foi poupada na disputa da última terça-feira (20), assim como a oposta Tandara e a líbero Suelen.

 

Novata na seleção adulta, Gabi Cândido não jogou a segunda partida com a Argentina (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto)

 

“A lesão (da Fabiana e Tandara) não preocupa, mas é melhor prevenir do que remediar, como a Suelen também, que teve um estiramentozinho fazendo a parte física no glúteo, mas quinta-feira (22) já está de volta aos treinos com bola”, explicou o treinador.

Gabi Cândido, que está tendo sua primeira oportunidade no time adulto do Brasil, foi relacionada para o segundo jogo com a Argentina, mas sentiu um desconforto no ombro e, por isso, também não entrou em quadra. Já Drussyla, que passou um bom período fora das quadras para tratar uma fratura por estresse na tíbia direita, está sendo monitorada pela comissão técnica durante os treinos e jogos.

“A gente tem dosado o número de saltos dela, tanto que o tempo todo eu perguntei como que ela estava, perguntei sobre o número de saltos. A gente precisa preservar e tentar ajustar para deixar ela bem e depois liberar. Ela está ainda sob alguma dosagem de saltos, que foi o que a gente fez com a Gabi no ano passado, que foi o que a gente fez com a Natália neste ano. Como a Drussyla deu poucos saltos no primeiro set (do segundo jogo com a Argentina), ela ficou um pouco mais em quadra. Mas, no terceiro, tive que tirá-la porque ela já estava chegando perto da cota.”

 

Drussyla (sem a bola) está sendo monitorada pelos especialistas da seleção (Foto: Gustavo Nóbrega/Inovafoto)

 

JOGADORAS VERSÁTEIS
Até pela limitação de ponteiras – além das lesionadas, as titulares Natália e Gabi foram preservadas pela comissão técnica e não jogaram em Suzano (SP) -, Zé Roberto surpreendeu ao apostar em Lorenne para a entrada. A oposta, que sequer treinou na posição de passadora antes da partida, jogou apenas a reta final do terceiro set.

“Como a Tandara, ela (Lorenne) também é uma jogadora que pode fazer esta função. Quando a jogadora te dá a oportunidade de fazer mais funções, é tudo o que o treinador precisa. Nós temos a Tandara que pode entrar assim, a Lorenne que pode fazer isso, a Natália… O importante é que elas atacam bem na posição 4 e também na posição 2. Quanto mais versatilidade essas jogadoras tiverem, melhor pra gente.”

 

 

COMO É O SUL-AMERICANO
Vinte vezes campeão sul-americano com 31 participações em 32 edições disputadas, e sem perder uma partida desde 1993, o Brasil pega o avião com destino ao Peru neste domingo (25). A estreia das brasileiras é na quarta-feira (28), às 17 horas (de Brasília), contra o Equador. Venezuela e Argentina são os outros adversários da primeira fase.

Nesta etapa, todos os times se enfrentam dentro do próprio grupo. Os dois melhores colocados avançam à semifinal e encaram Peru, Colômbia, Uruguai ou Bolívia, equipes que compõem a outra chave, na briga por um lugar na final da edição 2019.

Além da disputa pelo título, está em jogo também a vaga para o Pré-Olímpico Sul-Americano. As quatro equipes de melhor campanha no Sul-Americano – com exceção do Brasil, já classificado para Tóquio-2020 – ganham o ingresso para buscar a segunda vaga do continente para os Jogos Olímpicos em janeiro.

 

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