Análise: Com Rio-2016 pela frente, Zé Roberto veta testes e foca no grupo olímpico

Por Saque Viagem - 05/04/2016 - 09h52 - São Paulo

Durante o ciclo, jogadoras como Joycinha foram testadas por Zé Roberto (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
 
 
A convocação divulgada por Zé Roberto na última segunda-feira (4) deixou uma mensagem clara: o período de testes acabou. Depois de passar o ano passado avaliando jogadoras como Rosamaria, Macris, Bárbara, Suelle e Joycinha, o técnico da seleção feminina fechou o grupo de trabalho em 19 jogadoras para o Grand Prix e as Olimpíadas do Rio.
 
Das atletas testadas na temporada passada, apenas duas agarraram a chance: a ponteira Mari Paraíba e a levantadora Roberta. Não só porque fizeram um bom trabalho pela seleção, mas também porque seguiram bem em seus clubes durante a Superliga. Mari foi um dos destaques da Camponesa/Minas, enquanto Roberta ganhou força a partir das semifinais com o Rio de Janeiro.
 
Das duas, é a paranaense quem tem o caminho mais claro para ir longe com a seleção nesta temporada. Com Dani Lins titular absoluta do time verde-amarelo, Roberta concorre pela segunda vaga de levantadora com Fabíola, com oito meses de gravidez, e com Naiane, ainda com pouca bagagem internacional.  
 
Mari, por sua vez, tem uma missão complicada para se manter na equipe que tem como maior meta o tricampeonato olímpico. Jaqueline e Fernanda Garay são mais do que certas na Rio-2016. Difícil também imaginar Natália e Gabi fora. Com apenas 12 lugares na seleção olímpica, o grupo de ponteiras está bastante restrito para Mari, com característica de jogo mais próxima à de Jaqueline.
 
Nas demais posições, Zé Roberto não apresentou surpresas. Seu grupo de confiança foi mantido, encabeçado por Fabiana e Thaísa, no meio, com Carol, Jucy e Adenízia correndo por fora. A osasquense, reserva em Londres-2012, tem a dura concorrência da dupla do Rio de Janeiro. Pela Superliga que fez, Adenízia precisa abrir o olho. As concorrentes se saíram melhor.
 
 
 
 
Entre as opostas, a disputa é direta entre Tandara e Monique. São dois estilos completamente diferentes, entre a força e a técnica. A jogadora do Minas leva vantagem por já ter estado em Londres-2012, conhecer bem o clima olímpico. Além disso, joga também como ponteira, uma versatilidade que agrada ao técnico. Mas precisa recuperar a forma física de antes da gravidez.  
 
No caso das líberos, Camila Brait ganhou uma sombra e tanto para confirmar a ida à primeira Olimpíada da carreira. Léia foi bem em sua temporada pela equipe minastenista e liderou as estatísticas da Superliga. Brait, no entanto, tem mais tempo de seleção e mais entrosamento com Jaqueline e Fernanda Garay, ex-companheiras do Vôlei Nestlé.
 
São 19 atletas para apenas 12 lugares na Rio-2016. A lista definitiva das que vão defender o Brasil em agosto deve sair apenas após o Grand Prix, com início em junho.