Análise: Grupo e tabela “jogam” a favor do Brasil

Por Saque Viagem - 08/06/2016 - 14h13 - São Paulo

Brasil estreia contra Camarões nos Jogos Olímpicos (Foto: Divulgação/FIVB)
 
 
Se é preciso uma pitada de sorte para as grandes conquistas, o Brasil não tem do que se queixar às vésperas da busca pelo sonhado tricampeonato olímpico: tanto a divisão das chaves quanto a ordem dos jogos estão favoráveis às meninas de Zé Roberto. Se não bastasse ver o grupo da morte se formar do outro lado – pobres Estados Unidos, China, Sérvia, Holanda, Itália e Porto Rico, que brigarão por apenas quatro vagas nas quartas de final –, o Brasil terá uma sequência de partidas desejada por dez em cada dez treinadores do voleibol mundial.
 
Em uma escala do mais fraco para o mais forte, ficou assim: Camarões, Argentina, Japão, Coreia do Sul e Rússia. Dá para pegar o ritmo de jogo em jogo até cruzar com o maior adversário da chave, a seleção de Kosheleva e Goncharova, na última rodada da fase classificatória. Tudo leva a crer que será a decisão da liderança do Grupo A. Isso significa também estar no ponto para a parte mais importante dos Jogos Olímpicos: o mata-mata. E é aí que reside o perigo. Dependendo das posições das chaves, o Brasil já poderá enfrentar outro favorito à medalha em plenas quartas. Mas lembra de Londres-2012? Pois é.  
 
 
"É uma sequência crescente de adversários. Camarões não tem tanta tradição, mas ao mesmo tempo não podemos nos descuidar. Depois vamos enfrentar a Argentina que tem incomodado alguns times no Grand Prix e conta com jogadoras que atuaram no Brasil. O Japão foi terceiro colocado nos Jogos de Londres e a Coreia tem, na minha opinião, a melhor ponteira do mundo que é a Kim. Jogar com os asiáticos é sempre positivo para testarmos nosso volume de jogo e as marcações. Por último, vamos enfrentar a Rússia, que tem atacantes de grande potencial", analisou Zé Roberto.
 
Mesmo em uma chave mais fraca, não dá para vacilar. É preciso se classificar na melhor posição possível. Não apenas para dar mais confiança à equipe, mas também para driblar os adversários mais poderosos. Não seria bom negócio encarar os Estados Unidos de forma tão precoce. Nem China e nem Sérvia. Com tantos gigantes concentrados do outro lado, Holanda ou Itália cairia muito melhor. Melhor ainda se fosse Porto Rico. Em uma Olimpíada que promete ser disputada palmo a palmo, qualquer detalhe pode fazer a diferença. O grupo e a tabela já ajudaram. Agora é com o Brasil.