Zé Roberto aprova sufoco contra a Holanda: “A gente precisa enfrentar estes desafios”

Por Mauro Feola, de Apeldoorn (HOL)* - 29/05/2019 - 08h44 - São Paulo

Zé Roberto teve que mexer na formação inicial para o Brasil alcançar a vitória sobre a Holanda (Fotos: Divulgação/FIVB)
 
Com exceção da líbero Léia, da central Bia e das ponteiras Amanda e Gabi, a base do Brasil que começou a edição 2019 da Liga das Nações tem pouca ou nenhuma experiência em grandes torneios internacionais. Macris e Mara, apesar de já estarem perto dos 30 anos, são praticamente novatas no time nacional.
 
Já Tainara, um dos destaques da vitória apertada sobre a Holanda na última rodada, até mês passado integrava a seleção sub-20. Mayany, 22, que entrou no lugar de Mara no decorrer da disputa em Alperdoon (HOL), nem titular do Itambé/Minas era. Mesma situação que Lorenne, 23, e Paula Borgo, 25, viveram no Audax-Osasco e Dentil/Praia Clube, respectivamente.  
 
Por isso, o resultado obtido contra a Holanda, dentro de um ginásio tomado por torcedores laranjas, foi tão valorizado pelo técnico Zé Roberto. Mesmo sem jogar bem, a seleção feminina de vôlei mostrou poder de reação após um início ruim contra Dijkema e companhia. E também sangue frio para suportar a pressão de adversárias que sacaram forte durante os cinco sets.
 
“A gente começou o torneio como a gente se propôs, com jogadoras jovens. A gente precisa crescer, enfrentar estes desafios, passar por dificuldades pensando exatamente no futuro. O ginásio estava lotado, o time da Holanda obrigou a gente a jogar. Foi um bom teste, principalmente jogar com torcida contra, já que temos um time jovem. Nós temos que passar por estas experiências e estes desafios para crescer”, disse Zé Roberto ao Saque Viagem, na zona mista, logo após a partida.
 
 

 
Para que a seleção alcançasse o terceiro resultado positivo na Liga das Nações, o treinador teve que quebrar a cabeça para encontrar a melhor formação. Começaram Macris, Paula, Gabi, Amanda, Mara, Bia e Léia. Diante da pouca efetividade do ataque, Zé Roberto trocou Amanda por Tainara. Depois, apostou em Lorenne, Roberta e Mayany.  
 
“A gente começou mal, principalmente no ataque. Elas pontuaram muito no bloqueio. Aos poucos, o time foi entrando no jogo, foi melhorando no saque, melhorando na relação bloqueio-defesa. O time demorou um pouco mais para entrar no jogo por não conhecer tanto o adversário. A gente precisa evoluir no sistema defensivo, na relação bloqueio-defesa. Precisamos evoluir no saque, bloqueio e defesa”, avaliou Zé Roberto.
 
A chance de colocar em prática a evolução pedida pelo comandante é nesta quarta-feira (29), às 11h30 (de Brasília), data do encontro com a Polônia. Com 10 pontos ganhos, a equipe de Malwina Smarzek é a terceira colocada na tabela de classificação. O Brasil aparece em quinto, com oito. O SporTV2 transmite a partida.
 
 
Parte do grupo brasileiro não tem experiência em grandes competições internacionais
 
 
* Com a colaboração de Vanessa Kiyan