Spiridonov volta a aprontar e ofende outra vez os poloneses

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Alexey Spiridonov vive às turras com os poloneses (Foto: Divulgação/FIVB)

 

Por Saque Viagem
18 de julho de 2019

 

Com seu jogo já não tão em alta, o ponta russo Alexey Spiridonov, 31 anos, continua em evidência graças às confusões em que não para de se meter. Mais uma vez, seu alvo foi a Polônia.

Elogiado pela imprensa do seu país após a conquista do bronze na Liga das Nações, o capitão da seleção B polonesa, o central Karol Klos, fez uma postagem no Twitter agradecendo aos jornalistas na quarta-feira (17). Logo depois, sem nenhum motivo, Spiridonov escreveu: “Vadia polonesa”, em resposta ao tuíte de Klos. Um fã polonês retrucou: “Pergunte ao seu avô como ele escapou em 1920 (Guerra Polonesa-Soviética)”. O ponta russo respondeu: “Meu avô f*deu sua Polônia”. Mais tarde, Spiridonov apagou as ofensas.

 

Após a conquista do Europeu de seleções em 2013, posou nu com o troféu (Foto: Reprodução/Twitter)

 

PROTESTO
Nesta quinta-feira (18), o presidente da Federação Polonesa de Vôlei (PZPS), Jacek Kasprzyk, encaminhou um protesto à Federação Internacional (FIVB) e à Federação Russa, pedindo uma punição ao jogador.

Spiridonov já enfrentou sanções em seu país, impostas pela federação local, por mau comportamento. Seus atos de indisciplina lhe custaram um lugar na seleção russa antes dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando a equipe conquistou o ouro. Nos anos seguintes, novas dispensas em razão de mais confusões. Sua última convocação foi em 2017, mas acabou cortado por se envolver numa discussão virtual com uma das integrantes da banda russa de punk-rock Pussy Riot – ele fez ofensas de cunho sexual.

Na temporada passada, o ponteiro de 1,96m jogou pelo Zenit Kazan. Na próxima, voltará ao Ural Ufa. Ele ganhou do colega francês Guillaume Samica, em 2013, o apelido de Tintin, pela semelhança com o personagem belga das histórias em quadrinhos.

 

 

BRASIL
Alexey Spiridonov arrumou encrenca também com os brasileiros. Em 2013, depois da Rússia bater o Brasil na final da Liga Mundial, fez gestos obscenos para o então técnico da seleção Bernardinho. Naquela temporada e na seguinte, provocou diversas vezes os atletas brasileiros em quadra.

Porém, seu alvo mais constante é a Polônia. Debochou do país vizinho em períodos de crise econômica, fez referências maliciosas ao histórico de guerras e de dominação dos poloneses pelos russos. Chegou a afirmar que a Polônia era “uma nação podre, formada por gente podre”. Pediu desculpas, vestiu a camisa da seleção polonesa e postou uma foto no Twitter, mas não se conteve por muito tempo.

Um dos momentos mais marcantes dessas desavenças foi no Campeonato Mundial 2014, na Polônia. Durante uma partida da fase inicial, em Katowice, Spiridonov comemorava seus pontos simulando uma arma com as mãos, como se estivesse atirando no público polonês. Apesar das intensas reclamações dos fãs e da imprensa polonesa, não foi punido.

Resta saber o que a FIVB e a Federação Russa farão a partir do protesto da PZPS. Karol Klos não comentou a agressão de Spiridonov.

 

Num dos momentos de trégua, ele vestiu a camisa da Polônia (Foto: Reprodução/Twitter)

 

 

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