Zé Roberto diz que Brait quer voltar à seleção, líbero fala em “realizar sonho”

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O técnico Zé Roberto voltou a convocar Camila Brait após três anos (Fotos: Divulgação/FIVB)

 

Por Sidrônio Henrique
29 de julho de 2019

 

Camila Brait segue nos planos de José Roberto Guimarães para Tóquio-2020. O técnico disse ao Saque Viagem que a líbero quer retornar à seleção. Ela, ausente desde a conquista do Grand Prix de 2016 e tendo pedido dispensa este ano, confirmou o interesse ao site e falou em “realizar um sonho, que é representar o Brasil numa Olimpíada”. A jogadora do Osasco-Audax foi preterida antes dos Jogos de Londres-2012 e também da Rio-2016, quando decidiu abrir mão da seleção para o ciclo seguinte.

“Quando eu convoquei o time este ano, a Camila me disse, ‘Zé, eu preciso me preparar, me dá um tempo, mas eu gostaria de voltar’”, contou o treinador, que está na reta final da preparação para o Pré-Olímpico. Ele classificou a atitude da atleta como “algo normal” diante das circunstâncias. “Todos os pedidos de dispensa tiveram um contexto, fosse por lesão ou por questões pessoais, são coisas que acontecem”, completou.

Zé Roberto vinha tentando, ainda durante a Superliga 2018/19, convencer Brait a retornar à seleção. Ela não era convocada havia três anos e quando seu nome foi anunciado, no dia 18 de abril, causou surpresa. Léia Nicolosi, líbero na Rio-2016, foi a titular na Liga das Nações, tendo Natinha como reserva. A equipe obteve uma medalha de prata na edição deste ano.

 

 

SONHO OLÍMPICO
“O tempo se encarrega de muitas coisas na vida. A minha mudou muito desde 2016, em todos os sentidos. Mais importante, após a gestação consegui voltar a jogar bem. Isso me permitiu pensar novamente em realizar um sonho, que é representar o Brasil numa Olimpíada. Para o curto prazo, acredito que não esteja em forma à altura de representar a seleção. Há campeonatos importantes este ano e precisaria de um pouco mais de tempo para tentar corresponder. O foco agora é me preparar para fazer uma boa campanha por Osasco e merecer uma convocação no ano que vem”, afirmou Camila Brait, que completa 31 anos em outubro, ao Saque Viagem.

Anteriormente, um dia depois da divulgação da lista das convocadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), ela havia dito que iria “pensar com calma”, porém ressaltava que estava “honrada em saber que as portas estão abertas para mim”.

 

Brait não joga pela seleção desde o Grand Prix 2016

 

HISTÓRICO
No Osasco desde 2008, Brait começou na seleção adulta aos 18 anos, em 2007, na sequência de uma temporada pelo Praia Clube, antes de um período no São Caetano. Era então a suplente de Fabi Oliveira no time nacional. Participou de dois Campeonatos Mundiais: foi reserva em 2010 e primeira opção em 2014, ganhando prata e bronze, respectivamente. No entanto, nunca disputou uma Olimpíada.

Em Londres-2012, chegou a viajar para os Jogos, seria a segunda da função ou então uma substituta de fundo de quadra para colegas de outra posição. Foi a última a ser cortada, para a permanência da ponta Natália Zilio, que então buscava sua melhor forma após uma cirurgia. Depois da aposentadoria de Fabi da seleção, a jogadora dominou o ciclo seguinte e parecia presença certa na Rio-2016. Porém, Léia teve melhor rendimento durante as finais do Grand Prix daquele ano, foi um dos destaques e ganhou a corrida pela vaga.

Nos Jogos Olímpicos o limite no voleibol é de 12 atletas inscritos por equipe, em vez dos 14 da maioria das competições. Com isso, embora sejam permitidas duas líberos, Zé Roberto tem optado por levar apenas uma, para ter mais atacantes à disposição.

 

Desde que anunciou a despedida da seleção, Brait se dedicou apenas ao clube (Foto: João Pires/Fotojump)

 

 

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