A ponteira Ana Cristina tem se consolidado como um dos grandes destaques da seleção brasileira feminina de vôlei na Liga das Nações (VNL). Na vitória contra a Bélgica, ela foi novamente a maior pontuadora da equipe, com 22 pontos, e reforçou sua condição de peça-chave no elenco comandado por José Roberto Guimarães. Para o comentarista Cacá Bizzocchi, a atleta vive o melhor momento da carreira. “Impressionante a mudança da Ana Cristina do ano passado pra esse, muito mais segura de si, com personalidade”, afirmou o especialista durante o “Mais Vôlei, Por Favor”, programa exibido pelo Saque Viagem no YouTube.
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Segundo Cacá, além do desempenho ofensivo já conhecido, Ana Cristina evoluiu em aspectos fundamentais do jogo, especialmente no fundo de quadra. “Melhorou a recepção, isolando menos, e sendo a principal válvula de escape”, avaliou. A jogadora tem sido acionada com frequência pela levantadora Macris, inclusive pela pipe, o ataque do fundo, mostrando maturidade tática e versatilidade.
A boa fase da ponteira reforça o debate sobre a composição ideal da seleção, especialmente com a aguardada volta de Gabi ao time titular. Apesar de ainda estar em fase de readaptação após o fim da temporada de clubes, muitos acreditam que a camisa 10 será acionada já contra a Turquia. Cacá, no entanto, pede cautela: “A Gabi precisa ser tratada com cuidado. Não vale a pena sacrificá-la por causa de um jogo se ela não estiver 100%”.
Com Gabi, Ana Cristina e Júlia Bergmann em boa forma, a possibilidade de escalar as três juntas vem sendo discutida por analistas e torcedores. Um dos cenários mais comentados seria deslocar Ana Cristina para a função de oposta. “Eu acho que a Ana Cristina como oposta, a Júlia Bergmann junto da levantadora e a Gabi na rede de três seria uma composição ótima”, sugeriu Cacá. Mas ele também revelou uma barreira: “A Ana Cristina não quer jogar de oposta. Ela quer investir na ponta para não ser prejudicada no clube”.

A preferência de Ana Cristina em atuar como ponteira também se explica pelo desempenho crescente que ela tem apresentado nessa posição. Na temporada atual, ela se destaca inclusive na recepção — uma habilidade frequentemente apontada como ponto fraco de sua geração. “A recepção dela melhorou absurdamente. E, para uma ponteira, a técnica do passe é fundamental para que ela continue em quadra e seja útil para o time”, frisou Cacá.
No Fenerbahçe-TUR, Ana Cristina também vem sustentando o fundo de quadra mais do que companheiras mais experientes, como a russa Fedorovtseva. “Ela cresceu muito ofensivamente, mas a maior surpresa foi na questão defensiva”, completou o jornalista Rafael Zito durante o bate-papo com Cacá. Essa evolução fortalece sua condição de titular incontestável e aumenta o leque de opções para o treinador brasileiro.
A maturidade precoce de Ana Cristina, com apenas 20 anos, é vista como um trunfo importante no ciclo olímpico rumo a Los Angeles-2028. Seu protagonismo nesta edição da VNL pode ser um sinal de que o Brasil está, aos poucos, construindo uma nova geração de líderes técnicas dentro de quadra. “Ela defende, está inteira no fundo de quadra, vai receber bola. É a grande jogadora do Brasil hoje”, resumiu Cacá Bizzocchi.
Com Gabi prestes a retornar e Bergmann em fase consistente, a seleção brasileira terá o desafio de conciliar talento e equilíbrio na formação. Mas uma coisa já é certa: Ana Cristina deixou de ser promessa. Na VNL, ela é realidade — e peça central do novo Brasil que Zé Roberto está desenhando.
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