Brasil vence a Bélgica na Liga das Nações, mas estreia serve de alerta
Desempenho de Laís levanta debate sobre sistema defensivo na Liga das Nações
Zé Roberto mantém base da seleção para sequência da Liga das Nações

Desempenho de Laís levanta debate sobre sistema defensivo na Liga das Nações

Laís, de azul, ainda não faz uma grande competição (Foto: Volleyball World)

A atuação da líbero Laís voltou a ser tema de debate após a vitória da seleção brasileira feminina de vôlei sobre a Bélgica por 3 sets a 1, nesta quarta-feira (17) na Turquia, na Liga das Nações (VNL). Apesar do resultado positivo, o sistema defensivo brasileiro não convenceu especialistas e torcedores, especialmente no que diz respeito à consistência na recepção e à leitura de jogo da camisa 22. “A Laís está se posicionando mal. E para um time como a Bélgica, com a Herbots recebendo a maior parte das bolas, a gente não pode errar posicionamento”, analisou o comentarista Cacá Bizzocchi durante o “Mais Vôlei, Por Favor”, programa do Saque Viagem que é veiculado no YouTube.

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A crítica do comentarista se soma à percepção do técnico José Roberto Guimarães, que também demonstrou insatisfação com os erros defensivos. Para Bizzocchi, a diferença ficou clara ao comparar o desempenho de Laís com o da líbero da Bélgica. “Mesmo não passando bem, ela fazia subir tudo que era bola que vinha ali. A defesa da Bélgica foi muito melhor do que a da líbero brasileira”, afirmou o especialista, destacando a importância de uma líbero eficiente no equilíbrio tático da equipe.

A única jogadora que escapou das críticas foi Júlia Bergmann, apontada como a mais disciplinada na parte defensiva. “A Júlia toca em tudo. A bola sobe quando ela está ali na posição seis, principalmente quando joga atrás da Macris”, comentou Cacá. O bom posicionamento da ponteira ajudou a compensar, em parte, a instabilidade do fundo de quadra, mas não foi suficiente para mascarar os problemas estruturais da linha de recepção.

Herbots foi pouco defendida pela seleção brasileira

A atuação da líbero é considerada vital em confrontos de alto nível, especialmente quando o adversário tem atacantes agressivas e bem distribuídas. “Quando tem uma Camila Brait, uma Nyeme, você sabe que precisa fugir da diagonal. A bola não cai ali. Já quando a líbero não está fazendo a bola subir, aquela região vira uma vulnerabilidade”, observou Cacá, ao comparar com nomes que marcaram época na seleção brasileira.

Diante do cenário, torcedores já pedem a entrada de Kika, reserva imediata de Laís. Para o comentarista, porém, ainda é cedo para uma mudança definitiva. “A Laís é tecnicamente superior. A minha preferência seria por ela, até que consiga jogar o que joga no Sesc RJ Flamengo. Mas, diante do que está defendendo, talvez valha tentar a Kika em algumas situações”, ponderou.

Com duelos contra Canadá, República Dominicana e Turquia pela frente, a pressão aumenta para que a seleção brasileira encontre solidez no sistema defensivo. A expectativa é de que Zé Roberto faça ajustes pontuais, mas mantenha a base para dar ritmo ao grupo. No entanto, a atuação de Laís segue sob os holofotes — e pode ser decisiva para a definição da titularidade no restante da VNL.

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