A seleção brasileira masculina de vôlei inicia sua campanha na Liga das Nações (VNL) cercada de incertezas e com a missão de superar um cenário de transição. Em análise no programa “Mais Vôlei, Por Favor”, o comentarista Cacá Bizzocchi destacou a inexperiência do grupo, a diferença de nível entre a Superliga e o cenário internacional, além de limitações físicas em posições-chave. Segundo ele, a blindagem promovida pelo técnico Bernardinho é estratégica para proteger um time ainda em formação diante das inevitáveis críticas.
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“Temos uma geração de levantadores muito baixos para o padrão internacional e ponteiros com pouca ou nenhuma experiência com a camisa da seleção”, apontou Bizzocchi. O comentarista reconhece talentos individuais, como o ponteiro Maicon, de 2,17m, e bons centrais, mas pondera que a falta de vivência internacional pode custar caro na competição. Ele alerta que quatro derrotas na primeira semana — contra Irã, Cuba, Ucrânia e Eslovênia — não seriam uma surpresa.
Bizzocchi também defendeu a decisão de Bernardinho de manter o grupo afastado das redes sociais, como forma de reduzir a pressão externa. “É um time novo que a gente não sabe como vai se comportar no nível internacional. A blindagem é essencial nesse momento”, avaliou. Segundo ele, a renovação inevitável após a saída de ídolos da geração anterior deixou um “buraco” que ainda não se sabe como será preenchido.
Sobre o confronto com o Irã, o comentarista vê uma partida com riscos elevados. “É um time que não vinga, mas que joga bem na empolgação. Gosta de enfrentar o Brasil porque tem traços da nossa escola. Se o Brasil não conseguir se distanciar no placar, o Irã cresce no jogo e pode complicar”, alertou. Ele acredita que o desempenho da seleção nesta primeira semana será crucial para calibrar as expectativas da torcida e da comissão técnica.
Apesar das ressalvas, Bizzocchi não fecha as portas para um bom desempenho: “Se o Brasil vencer duas, vou achar ótimo. O time pode crescer, se adaptar. Mas que tem problemas sérios de inexperiência e estatura, isso é fato”. A trajetória da equipe brasileira na VNL começa com dúvidas, mas também com a esperança de que novos nomes possam mostrar a que vieram.
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