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Sistema defensivo do Brasil cresce na VNL: “73% é um número muito grande”
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Sistema defensivo do Brasil cresce na VNL: “73% é um número muito grande”

Líbero Laís em ação na defesa. Brasil melhorou sistema defensivo na segunda semana da VNL (Foto: FIVB/Divulgação)
Líbero Laís em ação na defesa. Brasil melhorou sistema defensivo na segunda semana da VNL (Foto: FIVB/Divulgação)

A seleção brasileira feminina de vôlei vem apresentando evolução significativa em seu sistema defensivo na Liga das Nações  (VNL). Cacá Bizzocchi destacou os números alcançados pela equipe na defesa. No “Mais Vôlei, Por Favor“, programa veiculado no canal do Saque Viagem no YouTube, o comentarista revelou estatísticas que evidenciam o crescimento. “Contra a República Dominicana, o Brasil teve 73% das bolas que passaram pelo bloqueio sendo defendidas. 73% é um número muito grande”, enfatizou o especialista.

 

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Números que impressionam no cenário mundial

 

Os dados sobre o sistema defensivo do Brasil ficam ainda mais impressionantes quando detalhados: de 74 ataques efetivos da República Dominicana, 54 foram defendidos pela equipe brasileira. “Isso é desempenho de pouquíssimas equipes nesse nível”, complementou Cacá Bizzocchi, que identificou fatores específicos que explicam a melhora defensiva da seleção, especialmente no posicionamento na posição 6.

 

Segundo o especialista, a posição tradicionalmente ocupada pelas ponteiras Ana Cristina e Julia Bergman tem sido fundamental para o sucesso do sistema. “A gente viu aquela posição 6, o meio da defesa brasileira, com um posicionamento muito bom, tanto da Ana Cristina quanto da Julia Bergman”, analisou Cacá Bizzocchi. Segundo ele, essa organização tem funcionado quando Macris está na rede, melhorando a cobertura defensiva mesmo com bloqueio mais baixo.

 

Evolução consistente ao longo da competição

 

A análise de Cacá Bizzocchi mostra que a defesa brasileira tem apresentado crescimento gradual. Após oscilações nas primeiras partidas contra Bélgica e Canadá, a equipe encontrou seu ritmo a partir do confronto com a República Dominicana. “No jogo contra a Bélgica, no jogo contra o Canadá, uma queda impressionante no volume… mas contra a República Dominicana, talvez por conhecer as jogadoras, o nível da defesa brasileira já subiu demais”, observou o comentarista.

 

O verdadeiro teste do sistema defensivo do Brasil veio no confronto contra a Turquia, considerada uma das principais forças do vôlei mundial. Mesmo com maior dificuldade, os números seguiram expressivos. “De 97 ataques da Turquia, 45 subiram. É um número altíssimo também”, revelou Cacá Bizzocchi, destacando que o rendimento defensivo da seleção brasileira chegou a 46% contra um adversário de alta qualidade técnica.

 

Saque se destaca para o sucesso defensivo

 

Cacá Bizzocchi conectou a melhora defensiva com a evolução do saque brasileiro, fundamento que vinha sendo considerado um ponto fraco da equipe. “O saque brasileiro tem melhorado, esse era um dos pontos que a gente via a necessidade do Brasil precisar aprimorar pra voltar a brigar com essas principais forças”, explicou o especialista.

 

A combinação entre saque efetivo, bloqueio organizado e defesa bem posicionada tem criado um ciclo virtuoso no jogo da seleção brasileira. “O saque melhor, com uma defesa bem posicionada, um bloqueio que toca mais na bola… a defesa vai melhorando, e a gente tá vendo isso durante a competição”, completou o comentarista.

 

Eficiência no contra-ataque completa o sistema

 

Além da qualidade defensiva, a seleção brasileira tem se destacado na transformação das defesas em pontos através do contra-ataque. “Não adianta nada você defender, botar a bola pra cima, se isso não ser transformado em ponto”, alertou Cacá Bizzocchi. O especialista destacou que nos sets vencidos contra a Turquia, essa relação “defender e contra-atacar” foi fundamental para o sucesso da equipe brasileira, mostrando a evolução do sistema defensivo brasileiro.

 

Para finalizar sobre o sistema defensivo, Cacá Bizzocchi elogiou o desempenho de uma atleta que vinha sendo bastante criticada. O especialista ressaltou o desempenho da líbero Laís, que havia apresentado atuações abaixo na primeira semana da VNL. Inclusive, ela acabou sendo substituída por Kika na derrota para a Itália. “Foi o melhor jogo, para mim, da Laís como líbero na questão defensiva”, afirmou o comentarista sobre a partida contra a República Dominicana.

 

 

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