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A hora e a vez de Gabi

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Gabi vive seu melhor momento na seleção (Fotos: Divulgação/FIVB)

 

Por Vanessa Kiyan
3 de julho de 2019

 

Gabi chega para as finais da Liga das Nações em uma condição diferente das que já experimentou na seleção. Ponteira habilidosa, de muitos recursos na recepção e principalmente no ataque, a camisa 10 do Brasil se transformou na principal pontuadora da equipe na ausência de Tandara, lesionada.

Até foi superior à oposta, tão acostumada a carregar o peso dos ataques mais agudos. Durante a fase classificatória da edição 2019, a atacante de 25 anos marcou 247 pontos, ante 231 de Tandara em 2018. Os números levaram Gabi a figurar no top 4 das maiores pontuadoras da competição.

A boa fase, no entanto, foi além do setor ofensivo. Com a missão de segurar também o passe, a ponta se mostrou mais eficiente que qualquer outra atleta no fundamento, incluindo as líberos, especialistas no assunto. Com 30,46% de aproveitamento, Gabi liderou as estatísticas de recepção antes do início dos jogos em Nanjing (CHN).

 

A camisa 10 marcou 247 pontos na fase classificatória da Liga das Nações

 

A fase especial fez de Gabi uma espécie de unanimidade entre colegas, torcida e imprensa. Por tudo que mostrou até aqui, não é exagero dizer que qualquer chance de título do Brasil passa pelas mãos da atleta do VakifBank-TUR.

Antes da estreia da seleção na fase final da Liga das Nações, às 4 horas (horário de Brasília) desta quinta-feira (4), Gabi conversou com o Saque Viagem sobre as chances de título para o Brasil, o momento especial na carreira e os possíveis retornos de Fabiana e Sheilla à seleção feminina.

 

 

Confira a entrevista com a camisa 10 do Brasil:

 

Saque Viagem – Você tem sido o destaque absoluto do Brasil nesta temporada. É o seu melhor momento da carreira? A que credita este momento tão especial?
Gabi – Estou vivendo uma temporada especial na minha carreira, até pela temporada que tive no Minas depois de uma cirurgia que foi supercomplicada pra mim. É um momento muito especial, até mesmo pelo grupo com o qual eu estou tendo a oportunidade de trabalhar aqui na seleção, depois de toda a experiência que eu tive de conviver com a outra geração. Trabalhar com um grupo tão gostoso, em que todo mundo tem o mesmo objetivo, facilita um pouco. Claro que de uma maneira diferente, tentando chamar um pouco mais a responsabilidade. A gente tem um grupo bom de se trabalhar, as coisas fluem de uma maneira diferente.

 

Gabi: “Muita gente criticou, muita gente duvidou do nosso potencial”

 

Saque Viagem – O Brasil não está com a equipe completa nestas finais. Por este motivo, como você avalia as chances de a seleção conquistar sua primeira Liga das Nações?
Gabi – A gente teve algumas baixas, a Tandara não conseguiu vir para cá, mas a gente está muito feliz de continuar com o grupo que trabalhou durantes todas essas etapas. É um grupo que veio evoluindo. Muita gente criticou, muita gente duvidou até do nosso potencial, e a gente conseguiu buscar esta classificação. A gente conseguiu uma evolução muito boa durante a competição, estamos bem otimistas. Não vai ser fácil, pegamos uma chave difícil, com a Polônia logo de cara e depois os Estados Unidos, que são uma das grandes seleções do mundo, mas todo mundo está querendo buscar seu espaço, dar o seu melhor. Tem tudo para ser uma fase de grupos muito boa.

 

Saque Viagem – No ano passado, vocês chegaram às finais também, mas pararam nas semifinais. Quais lições foram tiradas da Liga das Nações de 2018 para se ter um resultado diferente agora?
Gabi – O que ficou de lição é que a gente precisa estar em alerta o tempo inteiro. A gente fez um jogo muito bom contra a China, foi um 3 a 0 contra a atual campeã olímpica, e depois não conseguimos manter o nosso ritmo de jogo contra a Turquia no dia seguinte. É uma competição muito cansativa, a gente vai ter quatro jogos, caso isso aconteça, para buscar o título. Mais do que tudo, é preciso ter na cabeça que cada ponto é muito importante. A gente precisa estar muito concentrada, manter a nossa agressividade o tempo todo. Hoje não tem nenhuma seleção que você pode falar que dá para ganhar fácil. A gente precisa estar 100% o tempo inteiro. Teremos jogos muito difíceis.

 

Saque Viagem – Como você vê essa vontade da Sheilla e da Fabiana em fazerem parte da seleção novamente?
Gabi – Acho muito legal. Estou muito feliz com a volta delas. São grandes ídolos, grandes referências para todas nós que estamos aqui. A gente sabe que elas estão vindo para nos ajudar, passar a experiência de tudo que elas viveram esses anos todos. Acredito que elas só vêm para somar.

 

Saque Viagem

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